Me Likeia!

06/12/2010

3 em 1


Eu estava no Carrefour que fica no shopping a poucos quarteirões da minha casa, shopping este que chamamos de “nosso” já que é a primeira vez que o paraíso das coisas que se precisa adquirir fica tão próximo e eu precisava ir ao supermercado que por ser novo, tem exatamente a quantidade de porcarias que eu queria comprar e achei um celular dentro de uma cestinha. Procurei na agenda um contato que lembrasse casa e liguei para o número da “casa da mamãe”. De um lado eu gritava que tinha achado o celular no Carrefour do outro lado eu recebia um tanto de gritos que não conseguia entender. Desliguei, guardei o telefone no bolso e fui fazer compras. Uma hora depois, um tal de Arnaldo insistia em ligar para o número e eu não quis atender porque me interessava falar com a proprietária do telefone e estava na cara do aparelho que ele é de uma mulher. Duas horas depois o primeiro contato:

- Alô!

- Olha, deixa eu te falar, dizia a voz do outro lado da linha, eu nem ligo para o celular, mas, por favor, devolve meu chip, eu tenho muitos números importantes nele, eu preciso deste chip, o celular tanto faz...

Interrompi a moça bruscamente para esclarecer algumas coisas:

- Moça, falei, eu não quero seu celular, nem seu chip e nem pretendo usar sua linha fazendo ligações, eu achei este celular no supermercado, tentei falar com sua mãe, não consegui, eu só quero devolver, caso você o queria de volta só precisamos nos encontrar.

Ah! Foi o que ela respondeu.

Por um momento me passou pela cabeça que ela tinha a esperança de que eu só devolvesse o chip e assim ela poderia comprar um aparelho novo. Não sei se é maldade minha, mas só por um segundo eu achei que ela estava tentando dar o golpe no marido, desfazer do aparelho que era bem fraquinho. Pode ser que não, mas que a desculpa era boa demais para perder a oportunidade, era sim!

- Então vamos nos encontrar, ela disse.

Por orientação do meu marido, marquei para encontrá-la no meu serviço, afinal a gente nunca sabe para quem está dando o endereço de casa, e com o tanto de coisa esquisita que anda acontecendo, sei lá o que podia acontecer, quem poderia garantir que não fosse um novo golpe aplicado pelos fugitivos do morro do Alemão? Eles estão por ai, escondidos, precisando de alguma coisa pra fazer...Se bem que depois eu concluí que não ia acontecer nada, já que a moça, dona do celular veio buscá-lo e com certeza eu teria muito mais condições de correr do que ela. Aliás, do tamanho que ela estava ela não ia chegar muito longe, já o tal Arnaldo eu não sei, não conheci pessoalmente, mas fiquei sabendo que ele é o marido dela que ficava ligando e eu não atendi porque eu não sabia quem era e não estava sendo paga pra anotar recado.

Devolvi o aparelho com chip e tudo para a Camila que estava, eu acredito, no 8º mês de gravidez e por isso quando ela veio buscar o aparelho, primeiro chegou a barriga e algum tempo depois a moça muito bonita. Ela esqueceu o aparelho na cestinha quando foi comprar um bolo de aniversário de 3 anos para o primeiro filho e só deu falta dele 2 horas depois e por suas palavras eu entendi que ela realmente não acreditava que conseguiria de volta o aparelho, com chip, sem ser clonado e sem ligações para o exterior. Bom poder surpreender as pessoas.



E mais uma vez Sophie Kinsella me surpreendeu. Seu último livro publicado no Brasil, “Menina de Vinte” é muito bom. Garante momentos de puro delírio! A gente entra na história e não quer sair mais! Com personagens apaixonantes, Sophie faz com a gente lamente muito ter chegado ao final do livro, porque acabou, não tem mais e não devia ser assim!


Devia ser assim com o Natal. Um por década e eu ia achar muito. Toda agitação que toma conta da cidade e das pessoas me irrita, principalmente porque é a época perfeita para o povo se entupir de dívidas para depois ficar sem dormir porque não consegue pagar.

(Este parágrafo me lembrou que preciso dormir urgente...).

A quadrilha natalina é super bem preparada, faz um excelente trabalho em equipe, entope as vitrines de cores especiais, verde, vermelho, luzes que piscam o tempo todo e que podem provocar enxaqueca ou um ataque de compulsivo de compras, colocam música altíssima com a intenção de desorientar as pessoas e levá-las a gastar. E as pessoas gastam, algumas para ficarem livres da tentação, algumas por consumismo, outras porque realmente podem e querem, a maioria em nome do Natal ou de alguém chamado Menino Jesus que ninguém vê dentro das lojas e nem na mesa onde a ceia é o principal atrativo, nem mesmo no primeiro dia do ano quando se pretende começar uma dieta ele é mencionado.

Mas isso não vem ao caso, o que eu quero dizer é que não curto muito o natal, mas nem por isso eu deixo de entrar na onda e deixar a casa pronta pra festa que não faço.

As obras encerraram esta semana e eu só penso em limpar e arrumar. Ainda há alguns acabamentos para fazer, mas nada que inclua cimento, pedreiro, areia, pânico, horror. O que posso afirmar é que eu continuo no estilo pobre, mas agora sou limpinha! Não que antes fosse porquinha, mas é que, ah, deixa pra lá, se eu explicar piora!

 

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