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06/01/2009




A expressão “Big Brother” foi criada pelo escritor britânico George Orwell, em seu livro “1984”, lançado em 1949. Nesta obra do pós-guerra, o autor imagina como seria um mundo polarizado por regimes totalitários, em que os cidadãos são vigiados 24 horas por dia por câmeras, e tinham todos os aspectos de sua vida (relacionamentos, dinheiro, conversas e a própria língua que falavam) submetidos à vontade do chamado Grande Irmão, um líder não-personificado do governo.

O enredo do BBB causa permanente inquietação no telespectador, pois o obriga a reconsiderar a todo momento sua consideração sobre os personagens, e o seu próprio conhecimento sobre a história. Algumas tramas não conhecem fim, outras são inesperadamente retomadas, e outras mais surgem tão tardiamente que não têm tempo suficiente para se desenrolarem. A narrativa do reality show é a única que se aproxima com essa exatidão da nossa “vida real”. Mas o Big Brother Brasil, através de sua direção, não faz a menor questão de ocultar seus mecanismos de construção e de misturá-los. O BBB é acusado de ser uma mera exposição visual da humilhação alheia, mas a sua construção narrativa é tão bem feita, que esconde e põe em segundo plano essa questão. São os seus “grandes irmãos” em outros países que transmitem somente essa exploração gratuita. Não por acaso, o BBB tem muito mais sucesso e é muito mais rico como televisão do que seus pares forasteiros.

O texto acima foi retirado do site:

http://www.jorwiki.usp.br/gdmat08/index.php/As_narrativas_do_Big_Brother_Brasil


Se quiser ler mais, tem um resumo bem legal de todo o programa e suas histórias.

A autora cita que muitos acham que o programa é uma "exposição visual da humilhação alheia" e muitas vezes eu também acho isso. Participantes deste tipo de programa são julgados à revelia sob a máxima de que escolheram ser assim, mas eu não acho que precisa tanto.
Por várias vezes eu mesma me excedi no julgamento e na consideração aos jogadores. Não sei se terei aprendido com meus erros, mas pretendo olhar o jogo sob uma nova ótica, só não posso prometer que vou conseguir isso. No meio do caminho a gente pode acabar se envolvendo demais com os acontecimentos e esquecendo a ética, mas na verdade o intuito é apenas se divertir, e acredito que toda crítica pode e deve ser feita, mas também acredito que deve haver um limite para críticas destrutivas e um incentivo às críticas construtivas, porque na verdade, bem lá no fundo ninguém, ninguém mesmo gosta de ser atacado pela mídia, pelo público, muito menos ser vítima de linchamento moral público. Quem gosta?

 

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