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24/04/2009

Eu preciso de ajuda!!!



E daí se eu sou bancária há 17 anos, qual o problema? Eu não trabalho em agência, nunca trabalhei. Eu trabalho em CPD, papéis, computadores, um monte de máquinas e fios, rodeada por gente mais esquisita que eu. Não é porque eu sou bancária que não devo ter medo daquelas máquinas que tomaram conta dos bancos. Eu sei já falaram sobre isso, porque muita gente talvez se sinta como eu. Eu acho muito mais fácil formatar um computador, ou achar um codec de áudio do que usar as máquinas bancárias. Eu trabalho em um banco e recebo em outro, nem eu entendo isso, mas hoje pela primeira vez fui sacar na nova conta, cartão nas mãos, direto pro caixa, claro, a pessoa atrás do vidro conversa comigo e eu fico mais tranquila, mas como não era na agência da minha conta eu tinha que ir para a tal máquina. Fui, tremendo, ansiosa, suando, nervosa, eu sabia que a máquina não ia conversar comigo. Ainda bem que eu não precisava fazer um depósito para ninguém naquela hora, porque eu nunca sei onde é o buraco do envelope e muito menos como enfiá-lo no buraco. Peguei o cartão, as senhas, sim, sim, “as” senhas, 6 números para uma coisa, 4 números para outra, 3 letras, uma chave. Pega o cartão, coloca no lugar, tira, tá do lado errado, porque no outro banco é do outro lado que se coloca o cartão, neste é diferente, coloca o cartão do jeito certo agora, aperta uma senha, coloca letras e então a biometria!!! Será que ninguém pensou que os ladrões podem agora resolver arrancar as mãos da gente fora? Se eles pensarem nisso vão-se os anéis e os dedos também! A tal de biometria, coloca a mão, espera um pouco, a máquina acusa erro, a posição da mão está errada, tira a mão, coloca de novo, ok, deu certo, saldo zero! Entrei em pânico! Já não bastava todo o constrangimento diante da máquina que não fala comigo? Celular em mãos, houve um erro! E eu com isso? Voltei para casa decidida a ir à agência da minha conta, desta vez não ia errar, eu ia direto para o caixa e ele falaria comigo e eu não precisaria transpirar e ficar ansiosa, me informaram que o dinheiro cairia ao meio-dia. E assim eu fiz, fui, saquei meu dinheiro, sorri para o moçinho atrás do vidro, agradeci e vim embora, contente e feliz! Antes eu ainda via alguns garotos vestidos com uma camiseta onde se via escrito: Posso ajudar? Hoje nem isso se vê mais, portanto, mês que vem, quando eu tiver que voltar ao banco eu estarei com uma camiseta onde estará escrito em letras garrafais: EU PRECISO DE AJUDA!

 

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