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05/05/2009

Mãos ao alto, isso é um assalto!



Quem não foi assaltado? Acho que todo mundo corre o risco de ser assaltado mais de uma vez no mês quando mora em grandes metrópoles. Sofrer um assalto pode ser traumatizante, às vezes para o assaltante.

Eu fui assaltada uma vez e sofri duas tentativas. Na primeira vez uma garota me pegou no sinal com o vidro um pouco aberto e um caco de vidro pressionando meu rosto, pediu dinheiro. Eu consegui enfiar a mão no bolso de trás das calças e tirar uma nota de R$2,00 em meio ao total de R$300,00 que tinha no bolso para pagar a empregada. Ela então mandou eu tirar o cordão do pescoço, eu simplesmente o arrebentei deixando cair no chão do carro os pingentes de ouro, o cordão de bijouteria eu entreguei. Na segunda vez, eu estava atrasadíssima para enfrentar meu último dia de trabalho antes das férias, parada no meio de um congestionamento, dirigindo o carro do meu sogro, o que na época me deixava tensa e com o vidro meio aberto, como sempre. Uma criança de uns 10 anos enfiou uns pedaços de alguma coisa no meu rosto, mas eu estava tão irritada que me virei para olhar o que era. Eram pedacinhos de bambu, aquilo me irritou mais ainda. Eu peguei os dedinhos do menino e fui apertando, apertando até ele soltar os bambus e começar a gritar de dor! Joguei a mão dele para fora do vidro e fechei, ele ficou lá, xingando e chorando, dizendo que eu o tinha machucado.

Na terceira vez que tentaram me assaltar eu estava novamente com o carro do meu sogro (nesta época nosso carro ficava mais na oficina que nas ruas), eu estava trabalhando quando meu marido ligou e avisou que Sam, com um ano e meio de idade, arrastou o banquinho da cozinha até a mesa, subiu no armário e lá de cima pegou um comprimido de 6 mg de lexotan e tomou. Eu estava aflita, desorientada, preocupada e precisava ir correndo para casa, eu precisava chegar rápido ao hospital com ele. Parei no sinal, medo de avançar e o carro não era meu. Veio então um homem, que surgiu do nada no meio da escuridão e colocou alguma coisa eu meu rosto, eu nem vi o que era, talvez fosse uma arma, não sei, ele me pediu meu dinheiro, eu fui falando sem sentir:

- moço, por favor, eu imploro, não me assalta hoje não, deixa para amanhã, meu filho acaba de tomar um calmante fortíssimo, eu estou indo buscá-lo para levar ao hospital, eu não tenho dinheiro, eu só preciso ir pra casa, por favor, por favor, hoje não, amanhã, mas hoje eu preciso ir buscar meu filho! E do mesmo jeito que ele veio, ele se foi, arranquei o carro e não olhei para trás. Mesmo desorientada eu consegui raciocinar um pouco, uma criança tão pequena não ia gostar nem um pouco do gosto de um comprimido de lexotan e antes de levá-lo ao hospital procurei pela área toda o que podia ter restado do comprimido, e achei, claro! Ele chupou e cuspiu, o comprimido foi cair debaixo do armário. Sem ser assaltada e com meu filho bem eu consegui relaxar. Sam dormiu por 16 horas direto e eu não voltei no outro dia para ser assaltada, eu espero que o moço não tenha achado que eu ia voltar! Mas aprendi que é melhor andar com os vidros do carro fechados!

 

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