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30/11/2011




Ultimamente as pessoas parecem estar sempre em algum tipo de beligerância.

(Beligerância, página 148 do livro Maze Runner Prova de Fogo de James Dasher. Gostei da palavra beligerância, é tão chique quanto a palavra epifania e só por isso foi usada neste texto. Uma palavra difícil como esta não pode ficar escondida nos livros).

Ia eu alegre e saltitante para casa almoçar...

Não completamente alegre e nem saltitante já que estava dirigindo, mas estava indo quando vi em uma esquina um carro parado e uma confusão no passeio logo à frente. Um senhor de sei lá quantos anos, mas já com rugas de burrice no rosto, um rapaz não tão velho, mas não tão novo, duas mocinhas que pareciam ter 15 anos com calças tão baixas que se elas sentarem mostram o cofre com o tesouro dentro e dois rapazes entre os 15 e 17 anos, estavam envolvidos em um vai que eu vou e todo mundo parava e ficava olhando. Como eu não tinha como passar, parei também e fiquei observando e morrendo de medo de que de um lugar qualquer surgisse uma arma. Eles estavam brigando e eu não faço a mínima idéia do motivo que gerou toda a confusão, mas eu via as meninas tentando separar, acalmar, e os meninos tentando seguir com elas, ir embora, mas o tal Senhor já de rugas na cara (se ele tem menos de 55 anos está bem acabadinho!) insistia em continuar a confusão indo sempre em direção aos garotos. O rapaz mais novo que acompanhava o Senhor até tentava segurá-lo, mas sem sucesso.

Se tivessem vendido entrada para a briga renderia uma boa bilheteria. Vários carros parados, várias pessoas nas janelas, ninguém fazia nada. Parou um motoqueiro bem ao lado e ficou olhando. Uma das meninas então implorou para que ele ajudasse. Ele desceu e tentou ficar no meio da briga, foi quando eu a ouvi gritar para o tal Senhor: “Moço, você está brigando com crianças!” E mesmo assim ele conseguiu pegar um dos garotos e jogar no chão.

Foi nesta hora que eu, em toda a minha rouquidão, abri a porta do carro e aos berros disse:

“Os adolescentes, parem agora! Vão embora pra casa! Vocês têm Mãe esperando por vocês!

Não olhei para o Senhor e seu acompanhante.

Os adolescentes seguiram na mesma direção que eu ia e eu fui atrás devagar até chegarmos à esquina quando perguntei se estava tudo bem e recomendei que se eles quisessem, a polícia estava ali logo à frente.

Arranquei o carro e fui embora cantando a música da Adele que começou a tocar no rádio.


 

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