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18/09/2009

Aconteceu, virou manchete!



Aconteceu, virou Manchete!

Sexta-feira passada teve festa. O último churrasco na garagem da casa onde eu trabalhei por 11 anos encerrou oficialmente e definitivamente a mudança para novas instalações. Acabou, já era, não tem mais volta. A festa foi muito boa. Apesar de que nem 1/3 das pessoas que estavam ali chegaram a trabalhar na casa ou estiveram envolvidas na mudança, seja planejando ou carregando, foi muito divertida e muito bem organizada a festa, teve até funcionário se aventurando na pista de dança. Eu me ri muito, daquele meu jeito, baixo, contido, rsrsrs, não dancei, até eu tenho limite para ser ridícula e principalmente para temer ser alvo da fofoca de segunda-feira como o rapaz que bebeu tanto, mas tanto que saiu tropeçando até despencar no chão quando encontrou o muro na sua frente. Mas mesmo que eu tivesse aprontado alguma o foco da fofoca foi outro.

Sobrou carne, em torno de 6 quilos. Acabou a festa, todos foram embora e a carne também foi. Mas como assim, carne não vai embora sozinha, não é? Ou agora vai? Virou moda a sobra do churrasco ir embora junto com o final da festa? Onde foi parar a carne do churrasco? Ninguém sabe, ninguém viu. Procura aqui, pergunta ali, pressiona outro e o chefe diz:

-Não quero nem saber quem foi, quero a carne de volta.

E não é que deu certo! A carne voltou. Só que com uma pequena diferença, ela voltou cozida! Sim, cozinharam a carne! O que prova que ela não foi embora sozinha, alguém a levou pra casa e a cozinhou, quando o chefe gritou teve que tirar da panela correndo e devolver. E a segunda-feira correu leve e solta cheia de piadinhas sobre o resgate da carne:

- Mulher, desliga a panela que tenho que devolver a carne!

- Poxa, se tivessem me falado eu tinha comprado a batata e a gente fazia um ensopado.

E dá-lhe gargalhada!

Mas quem cozinhou a carne? Era o que todos queriam saber. A mim não interessava muito já que eu sabia que ia sentir vergonha alheia, se bem que desejei que fosse um dos poderosos, como já aconteceu anteriormente, ou que pelo menos levassem em consideração que teve gente saindo da festa com sacolinha de carne. Eu heim!

Eu não sei quem pagou a festa, eu sei que foi 0800, de outro modo eu sequer teria ido, eu não gasto dinheiro para conversar com as pessoas com quem eu passo o dia inteiro, todos os dias e mesmo que em ambiente de trabalho posso garantir que eu sou bem descontraída.

A casa vazia, final de festa, apenas algumas máquinas pelos cantos, alguns papéis abandonados em caixas, restos do que um dia foi um CPD. As azaléias tão lindas, sempre tão floridas foram todas arrancadas do solo e estão jogadas em um canto, sem água, sem cuidado, apenas aguardando a morte eminente. Porque a carne também tinha que morrer? Talvez tenha sido este o raciocínio da pessoa que pegou a carne. Não sei.

O que eu posso garantir é que até eu sei que em festa de serviço o melhor a se fazer é fingir que você é absolutamente normal e não se expor ao ponto de ser a fofoca de segunda-feira! Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Uma coisa é fofoca outra coisa é ruindade.

 

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