Me Likeia!

28/12/2009

Nunca brigue com sua cabeleireira...


A vítima pode ser você!



Eu não sei há quantos anos que eu conheço a Ismênia, acho que nos conhecemos quando o Sam ainda tinha medo de tesoura e gritava quando ia cortar o cabelo, dizendo que estava doendo muito e uma vez a Wa deitou no chão, debaixo da mesinha do salão só para tentar distraí-lo porque eu cismei que ele estava parecendo o Larry dos Três Patetas com aquele cabelo.

O fato é que eu marquei com a Ismênia para cortar meu cabelo e disse que ia chegar de cabelos lavados, mas não lavei e quando cheguei lá tinha um Senhor esperando para cortar e não gostou muito de eu ter chegado. A Ismênia acabou dizendo que ia cortar o dele primeiro e eu simplesmente levantei e fui embora.

Naquele dia eu estava muito, muito irritada. O meu estado normal é irritado, eu faço um esforço enorme para ficar calma, mas naquele dia eu não consegui me controlar.

Resolvi cortar o cabelo perto de casa e simplesmente não gostei, não consegui ajeitar os cabelos do jeito que eu gosto. Eu tenho os cabelos revoltados, rebeldes, crespos, secos, cacheados, fora de controle, ou seja, ruins! Depois de muito estica aqui, alisa ali eu resolvi assumir meus cachos, e a Ismênia sempre conseguiu domar meus fios loucos, mas eu me irritei, lembra?

Por ser tão difícil lidar com meu tipo de cabelo é que durante nove meses eu rezei para que a Gabi não nascesse com o meu cabelo, a boca do meu pai e o nariz do meu sogro. Só não rezei direito na parte do cabelo. Mas hoje em dia são tantos os produtos para cabelo que a Gabi já tem lisos naturais!

Eu passei estes dias tentando ajeitar o impossível e ontem, depois de assistir ao filme Avatar e sair do cinema parecendo que tinha levado um travesseiro amarrado à cabeça, eu peguei o óleo de peroba e liguei para a Ismênia.

Quando eu disse quem era ela já foi logo falando que estava feliz por eu estar ligando, pediu desculpas, disse que a culpa foi dela, que ela tinha marcado comigo, mas que eu não cheguei com os cabelos lavados, que ela lamentava, que errou e eu pedi desculpas também, disse que a culpa era minha que eu estava irritada. Ela lembrou que nos conhecemos quando ela abriu o primeiro salão no bairro e que depois toda a família passou a frequentar. E entre desculpas e deixa isso pra lá, cortei meu cabelo, tirei o travesseiro, fiz as pazes com a minha cabeleireira e está quase tudo bem agora, só preciso que pare de chover em BH, porque não há cabelo nem Ismênia que consiga superar o arrepiado da umidade da chuva!




 

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