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01/06/2010

Seria bom se não fosse ruim!


Dividindo o quarto com Gabi.

Um quarto em caixas.

Aprendendo a voar, ou a se equilibrar na madeira bamba.

Foram só cinco dias, por isso eu não aluguei um guindaste, e também porque eu teria que quebrar a porta que já está no lugar para o guindaste entrar. Seria suportável se não tivesse sido insuportável. Dormir no colchão no chão não é tão ruim assim, o difícil não é dormir, é levantar. Sem o guindaste ou uma mãozinha pra puxar, só engatinhando pra fora do colchão, foi a maneira mais fácil de sair dali, da armadilha de dormir.

Também foi um pouco ruim porque o colchão passou a fazer parte do chão e todos os meus ataques foram sumariamente ignorados, já que não adianta querer que o colchão no chão seja considerado o que ele é, um colchão no chão e não uma cama elástica ou uma ponte para se chegar mais rápido ao outro lado do quarto.

Uma coisa que você aprende quando faz obras em casa é que a areia e a poeira passam a fazer parte da família, do conjunto da obra. É por isso que após tomar banho e ao sair do banheiro para colocar roupas, e sem querer, ralar o pé na terra da sala, eu não volto mais para tomar banho de novo, eu só lavo os pés! É mais ou menos como um mineiro que passa meses na praia. Os pedreiros são a água salgada, e a areia é a areia mesmo. Depois de um tempo tudo incomoda, o sol, o sal, a areia, o ar úmido que vem do litoral. No meu caso o litoral é literalmente dentro de casa, com a vantagem de não bater sol e a desvantagem da praia estar lotada!

Morar dentro do quarto da filha também não é ruim, exceto pelo fato de que o que estraga a convivência é a convivência! Fica difícil sustentar o amor incondicional quando as condições não são favoráveis.

Agora que todos temos nossos quartos separados só precisamos aprender a voar pra chegarmos na cozinha.


 

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