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16/09/2011

Ler!


Enquanto escrevia este post recebi este e-mail da Gabi no serviço.

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Como você sabe se vai ou não gostar de alguma coisa? Como é possível ter certeza?

Se for comida é só provar aprovando ou não. Se for bebida é só beber se embebedando ou não.

Questões do paladar muitas vezes me fazem acreditar que eu saí fuzilando quem estava na fila na hora em que Deus distribuiu a gula e a preferência por coisas que engordam.

Mas como saber se eu vou gostar de um livro se não é possível comê-lo nem bebê-lo?

Só lendo. E ler depende muito do tamanho das letras, número de páginas, estilo de escrita, tema, assunto e dependendo de tudo isso acabar de ler de um livro pode durar anos, talvez até décadas sem garantias de que se entenda o final!

As “orelhas” dos livros que deviam só saber ouvir, não dizem muito e não podem definir se você vai ou não gostar do que está escrito ali dentro.

A troca constante de livros que eu faço com a Ogra, muitas vezes me obriga a ligar para ela anunciando a eminência de sua morte caso eu odeie do final.

Eu sofro junto com os personagens e quero o final perfeito, feliz, lindo, com sol, flores e perfumes refrescantes que podem ser sentidos por quem lê.

Depois daquela trágica e cômica fase em que fomos quase todas totalmente abduzidas por vampiros caí de cabeça nos livros de suspense de Harlan Coben. Nestes livros eu alcanço velocidade de cruzeiro na leitura, tamanha a ansiedade para chegar ao final. Tudo que eu achava que era, no fim, não era nada daquilo. Harlan sempre me surpreende. Ou eu sou burra ou ele é gênio.

Eu ainda gosto muito de vampiros, apenas troquei as gotas vermelhas meladas da saga Crepúsculo pela porrada de Academia de Vampiros e pela Roza que me fascina muito mais como heroína que é.

Bella? Bella é feia perto de Roza!


Muitas vezes o título é um grande atrativo, mas não quer dizer que o livro seja bom, mas eu posso gostar de um livro só pelo título.

O Divórcio dos meus sonhos de Clare Dowling além do título divertido tem um texto bem interessante, uma leitura leve e divertida.


Quando comecei a ler os livros da Susan Wiggs, Diários do Lago eu a avaliei como novelesca, amadora e usuária constante de clichês com um único final para todos os personagens. Acabei me apaixonando por todos os romances que são tão água com açúcar que corri o risco de ficar diabética e ao ler o terceiro quase entrei em coma diabético, e o único jeito de sair do coma é ler os outros livros e se deliciar com eles enquanto aguardo os outros serem publicados no Brasil. Ainda preciso saber o que vai acontecer com a Daisy.


Em O Céu vai ter que esperar de Cally Taylor, a protagonista faz o favor de morrer no dia do casamento e isso na primeira página do livro! Eu bufei o tempo todo em que o li prevendo que ia odiar o final. Odeio quando o personagem se conforma com a morte e descobre que pode amar novamente outra pessoa. Não foi isso que aconteceu e fiquei satisfeita com o final surpreendente do tipo dar um jeito naquilo que não tem mais jeito da melhor maneira possível.


Mini Becky Bloom eu dei de presente de aniversário para a Ogra apesar de que ela ainda não fez aniversário, mas o livro estava em pré-venda e eu preciso lê-lo de todo jeito! Para quem já devorou com os olhos todas as letras de Sophie Kinsella, ler este último livro da saga de Becky é como ler a bíblia das consumidoras compulsivas, é questão de sobrevivência, manutenção da sanidade mental e do cartão de crédito. O que Becky faz é quase uma oração para que eu me perdoe por querer sempre comprar alguma coisa que não vou usar nunca.


Mas antes de ler Mini Becky Bloom estou lendo o presente de aniversário que ganhei da Ogra O Céu Está em Todo Lugar de Jandy Nelson e eu já sabia que ia gostar só de passar as folhas. O livro é todo escrito em azul, minha cor preferida, tem umas páginas coloridas que intercalam o texto da “autora” com os da “personagem”. Eu tive certeza de que ia gostar mesmo quando na primeira página do livro Lennon conta da sua dor de uma maneira diferente e muito criativa. Neste momento este é o livro que eu não consigo deixar em lugar nenhum, tem que andar dentro da bolsa e ir aonde eu vou. É nele que eu penso sempre que tenho algum tempo livre, é dele que eu preciso das palavras, é ele que eu preciso ter nas mãos.

É nas letras deste livro que eu me afogo e asfixiada deixo de existir até que eu chegue ao final e escolha outro para fazer parte de mim. Livros são assim pra mim, eu os vivo e depois os deixo ir, mas eles sempre estarão em mim por uma palavra, um sentimento, uma vontade, alguma coisa que ele passou pra mim, pro resto da minha vida. Pode ser uma gargalhada ou uma lágrima para sempre perdidas.

 

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